Jun 22 2008

Música & Video: O Ano Passado (Roberto Carlos)

Published by Mateus Lopes under Mensagens, Músicas, Vídeos


http://www.youtube.com/watch?v=WMZj-lWJOok

O ouro no ano passado subiu sem parar
Os gritos na bolsa falaram de outros valores
Corpos estranhos no ar
Silenciosos voadores
Quem sabe olhando o futuro do ano passado

O mar quase morre de sede no ano passado
Os rios ficaram doentes com tanto veneno
Diante da economia
Quem pensa em ecologia
Se o dólar é verde é mais forte que o verde que havia

O que será o futuro que hoje se faz
A natureza as crianças e os animais?

Quantas baleias queriam nadar como antes
Quem inventou o fuzil de matar elefantes?
Quem padeceu de insônia
Com a sorte da Amazônia
Na lei do machado o mais forte do ano passado

Não adianta soprar a fumaça do ar
As chaminés do progresso não podem parar
Quem sabe um museu no futuro
Vai guardar em lugar seguro
Um pouco de ar puro reliquia do ano passado

O que será o futuro que hoje se faz
A natureza as crianças e os animais?

Os campos risonhos um dia tiveram mais flores
E os bosques tiveram mais vida e até mais amores
Quem briga com a natureza
Envenena a própria mesa
Contra a força de Deus não existe defesa

O que será o futuro que hoje se faz
A natureza as crianças e os animais?

Letra e Cifra: http://www.cifras.com.br/cifra/roberto-carlos/o-ano-passado

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Jun 20 2008

Carta do Futuro, escrita em 2070

Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50 anos, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho problemas renais sérios porque bebo pouca água. Creio que me resta pouco tempo.

Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.

Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente.

Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.

Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.

Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira.

Agora devemos raspar a cabeça para a mantê-la limpa sem água.

Antes o meu pai lavava o carro com a água que saia de uma mangueira.

Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma.

Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água iria durar para sempre.

Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos d’água estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.

Antes a quantidade de água indicada por dia eram oito copos.

Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta em grande quantidade o lixo, tivemos de voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.

A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera.

Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.

As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.

A indústria está paralisada e o desemprego é dramático.

As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de dinheiro.

Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas.

A comida é 80% sintética. Pela ressecamento da pele uma jovem de 20 anos esta como se tivesse 40.

Os cientistas investigam, mas não há solução possível.

Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores o que diminui o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com deficiências, mutações e deformações.

O governo até cobra-nos pelo ar que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto.

A gente que não pode pagar é retirada das “zonas ventiladas”, que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.

Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército, a água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que ouro e diamantes.

Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atômicas e da indústria contaminante do século XX.

Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém ligou.

Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo como eram bonitos os bosques, falo-lhe da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente.

Ela pergunta-me:- Papai! Porque acabou a água?

Então, sinto um nó na garganta, não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que deu continuação à destruição do meio ambiente e não ligamos aos avisos.

Agora os nossos filhos pagam um preço alto e, sinceramente, penso que a vida na terra já não será possível dentro de muito tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta Terra!

Documento extraído da revista biográfica “Cronicas de Los Tiempos” de Abril de 2002

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Jun 19 2008

Dicas para Combater o Aquecimento Global 02

Recicle
Você pode economizar 1089 quilos de dióxido de carbono por ano, através da reciclagem de metade do lixo residual produzido por sua casa e família.

Liberte-se dos Papéis
Use guardanapos de pano, panos e trapos em vez de toalhas de papel, e leia seu jornal e suas revistas online. Se você achar que há papéis que você não pode viver sem, certifique-se de reciclá-los.

Torne-se mais Vegetariano
Experimente fazer uma refeição vegetariana, pelo menos uma vez por semana. Criar animais para alimentação gera mais gases maléficos para a atmosfera, causando efeito estufa, do que a soma de todos os automóveis e caminhões em todo o mundo. Além disso, os produtos agrícolas são melhores para a sua saúde.

Plante uma Árvore
Uma única árvore irá absorver uma tonelada de dióxido de carbono ao longo do seu ciclo de vida.

Desligue os Aparelhos Eletrônicos
Só o fato de você desligar sua televisão, computador, aparelho de DVD, estéreo, e o computador, quando não estiver usando-os, poupará milhares de quilos de carbono por ano.

Desconecte os Aparelhos Eletrônicos da Tomada
Mesmo quando desligados, aparelhos como secadores de cabelo, carregadores de telefones celulares e televisores continuam consumindo energia. Desligue os aparelhos da tomada para reduzir o consumo de energia.

Trabalhe de forma Verde
Faça a tecnologia trabalhar para você. Utilize mais as tecnologias de telecomunicações como e-mail ou tele-conferências. Isto pode reduzir as emissões e desperdícios por causa do transporte diário. Você também pode reduzir as viagens aéreas, eliminando viagens de negócios desnecessárias, que podem ser resolvidas de outra forma.

Investir no Verde
Invista em ações que apoiam empresas verdes, sustentáveis e ecologicamente responsáveis. Estas empresas se preocupam com o meio ambiente utilizando produtos biológicos, energias renováveis, transportes mais limpos, construção verde, produtos reciclados e muito mais.

Lave com Inteligência
Apenas utilize a sua máquina de lavar louça, e máquina de lavar ou secar roupas, quando estiverem carregadas em sua capacidade plena, e lembre-se de utilizar quaisquer configurações de economia de energia.

Limpe de forma Verde
Utilize apenas produtos não-tóxicos na limpeza. Produtos tóxicos contribuem para o aquecimento global, a destruição do ozônio e podem causar danos a você através das substâncias químicas perigosas que carregam.

Construa do forma Verde
Use materiais ecologicamente corretos nas suas construções e projetos. Há muitos materiais e técnicas que podem ser utilizados atualmente, como: isolamento natural com fibra de algodão, captação de energia limpa, iluminação mais econômica, entre outros.

Vote Verde
Faça sua pesquisa e encontrar os candidatos que realmente apoiam iniciativas e idéias ecológicas e ambientais, e que tenham a capacidade de realizá-las.

Leia também: Dicas para Combater o Aquecimento Global 01

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Jun 18 2008

Dicas para Combater o Aquecimento Global 01

Há muitas formas bastante simples que você pode ajudar a combater o aquecimento global. Inclusive, algumas dessas ações podem lhe ajudar a economizar algum dinheiro.

Secagem no Ar Natural
Você pode poupar 320 quilos de dióxido de carbono, quando seca suas roupas no ar natural durante 6 meses em um ano. Além de economizar energia e dinheiro.

Comprar Produtos Reciclados

Comprar produtos reciclados fecha o ciclo de reciclagem. Você pode encontrar reciclar papel, embalagens, pneus, óleo de motor, e muito mais. É seu trabalho árduo é o de separar papel, plástico e vidro. No entanto, pode gerar uma boa renda.

Instalar um Termostato Programável
Termostatos programáveis ajustam automaticamente o calor ou ar condicionado. Ela pode lhe poupar muito dinheiro por ano sobre a sua conta de energia.

Utilizar Menos Água Quente
É preciso muita energia para aquecer a água. Você pode utilizar menos água quente, instalando um chuveiro de baixo fluxo de água e lavar a roupa em água fria ou morna, em vez de quente.

Adapte ou Mude o seu Carro para um Híbrido
Você pode poupar em torno de 1360 quilos de dióxido de carbono por ano, se o seu carro tornar-se um híbrido! Além de grande economia de dinheiro gasto em combustível, o que faz uma enorme diferença, principalmente se você mora nas grandes cidades.

Faça Manutenção Regular de seu Carro
Fazer a manutenção regular do seu carro ajuda a aumentar a eficiência e o aproveitamento dos combustíveis e reduz a emissão de gases. Quando apenas 1% dos proprietários mantiverem corretamente os seus carros, cerca de 450 milhões quilos de dióxido de carbono serão mantidos fora da atmosfera.

Use Lâmpadas Fluorescentes
Substitua suas lâmpadas incandescentes normais por lâmpadas fluorescentes compactas. Lâmpadas fluorescentes compactas utilizam 60% menos energia do que uma lâmpada regular. Esta simples alteração economizará cerca de 136 quilos de dióxido de carbono por ano e muito menos custo na sua conta de luz.

Limpe os Filtros
A limpeza ou substituição dos filtros do seu forno e ar condicionado podem poupar 158 quilos de dióxido de carbono por ano.

Mantenha a Calibragem dos Pneus
A boa calibragem dos pneus do seu veículo podem melhorar o aproveitamento de combustível em mais de 3%, e cada galão de gasolina manterá 9 quilos de dióxido de carbono fora da atmosfera.

Evite Produtos com Muita Embalagem
Evite produtos com muita embalagem. Você pode poupar 550 quilos de dióxido de carbono da atmosfera, por ano, se você reduzir o seu lixo em 10%.

Pensar Globalmente, Aja Localmente
Participe em ações comunitárias para reduzir o aquecimento global. Apoie ações ecológicas. Você verá os resultados com o do poder das pessoas unidas por um ideal.

Utilize suas Próprias Sacolas
Trazendo sua própria para a mercearia reduzir a quantidade de sacolas plásticas ou de papel utilizadas. Se a sua sacola for de lona, melhor ainda.

Comprar Alimentos Frescos
Alimentos congelados utilizam 10 vezes mais energia para serem produzidos e armazenados.

Dirija com Inteligência
Se você tem de dirigir, faça-o de forma inteligente para economizar combustível e preservar o seu carro. Acelere gradualmente após as paradas, desligue o seu carro quando for ficar parado por longos períodos de tempo, e mantenha sua velocidade constante para melhorar o aproveitamento de combustível.

Utilize Menos o seu Carro
Reduza o número de quilômetros rodados andando a pé ou de bicicleta, pegando carona com amigos, ou evitando o trânsito pesado. Evitando apenas 16 quilômetros rodados por semana, economizará cerca de 230 quilos de emissões de dióxido de carbono por ano!

Leia também: Dicas para Combater o Aquecimento Global 02

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Jun 17 2008

CoolGlobes: Arte em Globos contra o Aquecimento Global

Published by Mateus Lopes under Aquecimento Global, Artes

Cool Globes

O Projeto CoolGlobes.com teve início em 2007, com a exposição de 120 globos, esculpidos por artistas diversos, utilizando-se de diversos materiais para transformar esferas gigantes em obras de arte com o objetivo de provocar discussões e buscar possíveis soluções para o problema do aquecimento global.

Cool Globes utiliza-se do slogan “Hot Ideas for a Cooler Planet” (Idéias quentes por uma planeta mais gelado) e foi inspirado em quatro perguntas… “O que aconteceria se…”

… a arte pública fosse utilizada para educar pessoas sobre possíveis soluções para o aquecimento global?

… artistas locais, nacionais ou internacionais pudessem encontrar maneiras criativas e interessantes para tornar esse problema complexo em algo menos assustador?

… professores e crianças pudessem participar do projeto, ambos como artistas e através do desenvolvimento e utilização de matérias curriculares no complemento às aulas sobre as alterações climáticas, e despertando o interesse e a necessidade para a ação?

… organizações sem fins lucrativos, governos, empresas e cidadãos, todos trabalhassem juntos para aumentar a consciência sobre as ações destinadas a reduzir o aquecimento global?

Cool Globes é arte pública com o propósito de aumentar a consciência e motivar as pessoas a implementar soluções simples, no seu dia-a-dia, para ajudar a combater o aquecimento global.

Cool Globes já esteve em Chicago (2007 e 2008) e Washington D.C. (Maio/2008). Estará em San Francisco em Agosto/2008 e seguirá para Londres em 2009. Creio eu que essa idéia vai circular por muitas partes do mundo. Quem sabe até aqui no Brasil!

Com tantos trabalhos incríveis eu adoraria presenciar essa linda exposição!

Vale a pena conferir a Galeria do Globos e a Galeria de Mini Globos e saber mais sobre cada escultura e seus respectivos criadores.

Cool Globes
Cool Globes


Cool Globes
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Jun 10 2008

Johanna Döbereiner - 49 Anos de Dedicação ao Meio Ambiente

Published by Mateus Lopes under Pessoas

Johanna Döbereiner nasceu em 28 de novembro de 1924 na Tchecoslováquia. Estudou Agronomia na Universidade de Munique, emigrando para o Brasil em 1951 quando começou a trabalhar no Laboratório de Microbiologia de Solos do antigo DNPEA do Ministério da Agricultura, localizado em Seropédica. Tornou-se cidadã brasileira em 1956, e completou sua pós-graduação na universidade de Wisconsin, em 1963.

De 1963 a 1969, quando poucos cientistas acreditavam que a fixação biológica de nitrogênio (FBN) poderia competir com fertilizantes minerais, J. Döbereiner , liderando um grupo de estudantes, começou um programa de pesquisas sobre os aspectos limitantes da FBN em leguminosas tropicais.

Desde então, a maioria das pesquisas nesta área, nas regiões tropicais, tem sido, de alguma maneira, influenciada pelas descobertas da Dra. Döbereiner ou estimuladas por seu entusiasmo.

O programa brasileiro de melhoramento da soja, iniciado em 1964, também foi influenciado, entre outros, pelos trabalhos da Dra. Döbereiner. Tornou-se o programa de melhoramento de soja de maior êxito, totalmente baseado no processo de FBN. Sem o uso de adubos nitrogenados, o Brasil pôde competir com sucesso no mercado internacional, tornando-se o segundo produtor mundial de soja. Esse fato tem representado para o país uma economia anual de mais de um bilhão de dólares em fertilizantes nitrogenados.

A crise de energia renovou o interesse na pesquisa sobre FBN e por extensão nas associações entre gramíneas e microrganismos diazotróficos. A Dra. Döbereiner esteve no centro destes estudos, desde as descobertas iniciais da ocorrência de Azotobacter paspali em associação com raízes de Paspalum notatum, até as associações de várias bactérias diazotróficas em simbiose endofítica com gramíneas e espécies tuberosas. Estes estudos levaram à descoberta de 9 espécies de bactérias diazotróficas associadas a gramíneas, cereais e tuberosas.

Os resultados mais espetaculares foram observados com algumas variedades de cana-de-açúcar, capazes de apresentar altas produções, acima de 160 t/ha, com até 200 kg de N derivados de sua associação simbiótica com bactérias diazotróficas.

Segundo matéria do jornal Folha de São Paulo (21/05/95), Johanna Döbereiner é a sétima cientista brasileira mais citada pela comunidade científica mundial (e a primeira entre as mulheres).

Embora sua contribuição científica seja enorme, este não é o aspecto mais relevante da sua carreira. Sua liderança e entusiasmo têm sido ainda mais importantes, não somente para o Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia, que é um produto direto da sua liderança, mas também para todos os cientistas que ela treinou, muitos dos quais também alcançaram posições de destaque na comunidade científica.

O seu trabalho tem sido reconhecido mundialmente de várias maneiras, como atesta a ampla lista de prêmios, homenagens e distinções, tanto em nível nacional como internacional: Doutor honoris causa pelas Universidades da Flórida e UFRRJ, membro das Academias Brasileira de Ciências, de Ciências do Vaticano e de Ciências do Terceiro Mundo, prêmio Frederico de Menezes Veiga, prêmio Bernard Houssay-OAS, prêmio de Ciências da UNESCO, prêmio México de Ciências e Tecnologia, Ordem do Rio Branco, Ordem do Mérito Judiciário Nacional, Ordem do Mérito da Republica Federal da Alemanha.

Em 1997, Johanna Döbereiner foi indicada para o Prêmio Nobel de Química, além de ter recebido outros prêmios e distinções, listados a seguir:

  • Cidadão Honorário do Rio de Janeiro (1979)

  • Homenagem no 12 th International Congress of Soil Science, New Delhi, Índia, 1982

  • Membro correspondente da Academia Nacional de Agronomia e Veterinária da Argentina, 1990

  • Destaque “A Lavoura”, Sociedade Nacional de Agricultura, 1986

  • Prêmio “Vállee de Biotecnologia”, FENABIO, 1988

  • IV Centenário de la Fundacion de Corrientes, 1988

  • Prêmio 1977, Agricultura de Hoje

  • Medalha “Julio 11″ da Sociedade Mexicana de Microbiologia, 1991

  • Eleita 1ª secretária da Academia Brasileira de Ciências, 1991 e vice-presidente, 1995

  • Ordem de Mérito do Tribunal Superior do Trabalho, Brasília, 1991

  • Inter-American Sugar Cane Seminars, Miami, Florida, September 17, 1993

  • Curso de Pós-Graduação em Ciência do Solo da UFFRJ, 1994

  • Centro de Investigación sobre Fijación de Nitrogênio, Novembro, 1995

  • Honra ao Mérito, Lavras, 1995

  • TWAS Medal and Lecture Awarded, 1995

  • Prêmio Cláudia, 1996

  • Homenagem da Embrapa, Centro Nacional de Pesquisa de Recursos Genéticos e Biotecnologia, por ocasião do 22º aniversário, 1996

  • Prêmio por Excelência da Embrapa, Memória Técnica, 1997

  • Prêmio por Excelência da Embrapa, Técnico Científico, 1997

  • Homenagem da Embrapa, CPAA, 1997

  • The 20 th Century Award for Achievement, 1997

  • Ordem Nacional do Mérito

  • Prêmio “Carioca Honorário”, O Globo

  • Ordem de Mérito Científico

Fonte: Embrapa - 49 Anos Dedicados à Pesquisa em Microbiologia do Solo

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Jun 06 2008

Vídeo: Respostas

Published by Mateus Lopes under Vídeos

A agência ART&C do RN desenvolveu um filme impactante, para a Prefeitura de Natal, onde uma criança faz questionamentos diante das agressões do homem ao meio ambiente. Mas em todas as perguntas, não há respostas, apenas o silêncio.

O desfecho do comercial traz a mensagem: “Cuide do meio ambiente hoje, para não ter vergonha de responder algumas perguntas amanhã”. Uma mensagem objetiva que desejamos nunca se concretizar…

Fonte: comunicadores.info

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Jun 06 2008

Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano (1972)

Published by Mateus Lopes under Educação

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, reunida em Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972, e, atenta à necessidade de um critério e de princípios comuns que ofereçam aos povos do mundo inspiração e guia para preservar e melhorar o meio ambiente humano.

I

Proclama que:

1. O homem é ao mesmo tempo obra e construtor do meio ambiente que o cerca, o qual lhe dá sustento material e lhe oferece oportunidade para desenvolver-se intelectual, moral, social e espiritualmente. Em larga e tortuosa evolução da raça humana neste planeta chegou-se a uma etapa em que, graças à rápida aceleração da ciência e da tecnologia, o homem adquiriu o poder de transformar, de inúmeras maneiras e em uma escala sem precedentes, tudo que o cerca. Os dois aspectos do meio ambiente humano, o natural e o artificial, são essenciais para o bem-estar do homem e para o gozo dos direitos humanos fundamentais, inclusive o direito à vida mesma.

2. A proteção e o melhoramento do meio ambiente humano é uma questão fundamental que afeta o bem-estar dos povos e o desenvolvimento econômico do mundo inteiro, um desejo urgente dos povos de todo o mundo e um dever de todos os governos.

3. O homem deve fazer constante avaliação de sua experiência e continuar descobrindo, inventando, criando e progredindo. Hoje em dia, a capacidade do homem de transformar o que o cerca, utilizada com discernimento, pode levar a todos os povos os benefícios do desenvolvimento e oferecer-lhes a oportunidade de enobrecer sua existência. Aplicado errônea e imprudentemente, o mesmo poder pode causar danos incalculáveis ao ser humano e a seu meio ambiente. Em nosso redor vemos multiplicar-se as provas do dano causado pelo homem em muitas regiões da terra, níveis perigosos de poluição da água, do ar, da terra e dos seres vivos; grandes transtornos de equilíbrio ecológico da biosfera; destruição e esgotamento de recursos insubstituíveis e graves deficiências, nocivas para a saúde física, mental e social do homem, no meio ambiente por ele criado, especialmente naquele em que vive e trabalha.

4. Nos países em desenvolvimento, a maioria dos problemas ambientais estão motivados pelo subdesenvolvimento. Milhões de pessoas seguem vivendo muito abaixo dos níveis mínimos necessários para uma existência humana digna, privada de alimentação e vestuário, de habitação e educação, de condições de saúde e de higiene adequadas. Assim, os países em desenvolvimento devem dirigir seus esforços para o desenvolvimento, tendo presente suas prioridades e a necessidade de salvaguardar e melhorar o meio ambiente. Com o mesmo fim, os países industrializados devem esforçar-se para reduzir a distância que os separa dos países em desenvolvimento. Nos países industrializados, os problemas ambientais estão geralmente relacionados com a industrialização e o desenvolvimento tecnológico

5. O crescimento natural da população coloca continuamente, problemas relativos à preservação do meio ambiente, e devem-se adotar as normas e medidas apropriadas para enfrentar esses problemas. De todas as coisas do mundo, os seres humanos são a mais valiosa. Eles são os que promovem o progresso social, criam riqueza social, desenvolvem a ciência e a tecnologia e, com seu árduo trabalho, transformam continuamente o meio ambiente humano. Com o progresso social e os avanços da produção, da ciência e da tecnologia, a capacidade do homem de melhorar o meio ambiente aumenta a cada dia que passa.

6. Chegamos a um momento da história em que devemos orientar nossos atos em todo o mundo com particular atenção às consequências que podem ter para o meio ambiente. Por ignorância ou indiferença, podemos causar danos imensos e irreparáveis ao meio ambiente da terra do qual dependem nossa vida e nosso bem-estar. Ao contrário, com um conhecimento mais profundo e uma ação mais prudente, podemos conseguir para nós mesmos e para nossa posteridade, condições melhores de vida, em um meio ambiente mais de acordo com as necessidades e aspirações do homem. As perspectivas de elevar a qualidade do meio ambiente e de criar uma vida satisfatória são grandes. É preciso entusiasmo, mas, por outro lado, serenidade de ânimo, trabalho duro e sistemático. Para chegar à plenitude de sua liberdade dentro da natureza, e, em harmonia com ela, o homem deve aplicar seus conhecimentos para criar um meio ambiente melhor. A defesa e o melhoramento do meio ambiente humano para as gerações presentes e futuras se converteu na meta imperiosa da humanidade, que se deve perseguir, ao mesmo tempo em que se mantém as metas fundamentais já estabelecidas, da paz e do desenvolvimento econômico e social em todo o mundo, e em conformidade com elas.

7. Para se chegar a esta meta será necessário que cidadãos e comunidades, empresas e instituições, em todos os planos, aceitem as responsabilidades que possuem e que todos eles participem eqüitativamente, nesse esforço comum. Homens de toda condição e organizações de diferentes tipos plasmarão o meio ambiente do futuro, integrando seus próprios valores e a soma de suas atividades. As administrações locais e nacionais, e suas respectivas jurisdições, são as responsáveis pela maior parte do estabelecimento de normas e aplicações de medidas em grande escala sobre o meio ambiente. Também se requer a cooperação internacional com o fim de conseguir recursos que ajudem aos países em desenvolvimento a cumprir sua parte nesta esfera. Há um número cada vez maior de problemas relativos ao meio ambiente que, por ser de alcance regional ou mundial ou por repercutir no âmbito internacional comum, exigem uma ampla colaboração entre as nações e a adoção de medidas para as organizações internacionais, no interesse de todos. A Conferência encarece aos governos e aos povos que unam esforços para preservar e melhorar o meio ambiente humano em benefício do homem e de sua posteridade.

II

PRINCÍPIOS

Expressa a convicção comum de que:

Princípio 1

O homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequadas em um meio ambiente de qualidade tal que lhe permita levar uma vida digna e gozar de bem-estar, tendo a solene obrigação de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras. A este respeito, as políticas que promovem ou perpetuam o apartheid, a segregação racial, a discriminação, a opressão colonial e outras formas de opressão e de dominação estrangeira são condenadas e devem ser eliminadas.

Princípio 2

Os recursos naturais da terra incluídos o ar, a água, a terra, a flora e a fauna e especialmente amostras representativas dos ecossistemas naturais devem ser preservados em benefício das gerações presentes e futuras, mediante uma cuidadosa planificação ou ordenamento.

Princípio 3

Deve-se manter, e sempre que possível, restaurar ou melhorar a capacidade da terra em produzir recursos vitais renováveis.

Princípios 4

O homem tem a responsabilidade especial de preservar e administrar judiciosamente o patrimônio da flora e da fauna silvestres e seu habitat, que se encontram atualmente, em grave perigo, devido a uma combinação de fatores adversos. Consequentemente, ao planificar o desenvolvimento econômico deve-se atribuir importância à conservação da natureza, incluídas a flora e a fauna silvestres.

Princípio 5

Os recursos não renováveis da terra devem empregar-se de forma que se evite o perigo de seu futuro esgotamento e se assegure que toda a humanidade compartilhe dos benefícios de sua utilização.

Princípio 6

Deve-se por fim à descarga de substâncias tóxicas ou de outros materiais que liberam calor, em quantidades ou concentrações tais que o meio ambiente não possa neutralizá-los, para que não se causem danos graves o irreparáveis aos ecossistemas. Deve-se apoiar a justa luta dos povos de todos os países contra a poluição.

Princípio 7

Os Estados deverão tomar todas as medidas possíveis para impedir a poluição dos mares por substâncias que possam por em perigo a saúde do homem, os recursos vivos e a vida marinha, menosprezar as possibilidades de derramamento ou impedir outras utilizações legítimas do mar.

Princípio 8

O desenvolvimento econômico e social é indispensável para assegurar ao homem um ambiente de vida e trabalho favorável e para criar na terra as condições necessárias de melhoria da qualidade de vida.

Princípio 9

As deficiências do meio ambiente originárias das condições de subdesenvolvimento e os desastres naturais colocam graves problemas. A melhor maneira de saná-los está no desenvolvimento acelerado, mediante a transferência de quantidades consideráveis de assistência financeira e tecnológica que complementem os esforços internos dos países em desenvolvimento e a ajuda oportuna que possam requerer.

Princípio 10

Para os países em desenvolvimento, a estabilidade dos preços e a obtenção de ingressos adequados dos produtos básicos e de matérias primas são elementos essenciais para o ordenamento do meio ambiente, já que há de se Ter em conta os fatores econômicos e os processos ecológicos.

Princípio 11

As políticas ambientais de todos os Estados deveriam estar encaminhadas par aumentar o potencial de crescimento atual ou futuro dos países em desenvolvimento e não deveriam restringir esse potencial nem colocar obstáculos à conquista de melhores condições de vida para todos. Os Estados e as organizações internacionais deveriam tomar disposições pertinentes, com vistas a chegar a um acordo, para se poder enfrentar as consequências econômicas que poderiam resultar da aplicação de medidas ambientais, nos planos nacional e internacional.

Princípio 12

Recursos deveriam ser destinados para a preservação e melhoramento do meio ambiente tendo em conta as circunstâncias e as necessidades especiais dos países em desenvolvimento e gastos que pudessem originar a inclusão de medidas de conservação do meio ambiente em seus planos de desenvolvimento, bem como a necessidade de oferecer-lhes, quando solicitado, mais assistência técnica e financeira internacional com este fim.

Princípio 13

Com o fim de se conseguir um ordenamento mais racional dos recursos e melhorar assim as condições ambientais, os Estados deveriam adotar um enfoque integrado e coordenado de planejamento de seu desenvolvimento, de modo a que fique assegurada a compatibilidade entre o desenvolvimento e a necessidade de proteger e melhorar o meio ambiente humano em benefício de sua população.

Princípio 14

O planejamento racional constitue um instrumento indispensável para conciliar as diferenças que possam surgir entre as exigências do desenvolvimento e a necessidade de proteger y melhorar o meio ambiente.

Princípio 15

Deve-se aplicar o planejamento aos assentamento humanos e à urbanização com vistas a evitar repercussões prejudiciais sobre o meio ambiente e a obter os máximos benefícios sociais, econômicos e ambientais para todos. A este respeito devem-se abandonar os projetos destinados à dominação colonialista e racista.

Princípio 16

Nas regiões onde exista o risco de que a taxa de crescimento demográfico ou as concentrações excessivas de população prejudiquem o meio ambiente ou o desenvolvimento, ou onde, a baixa densidade d4e população possa impedir o melhoramento do meio ambiente humano e limitar o desenvolvimento, deveriam se aplicadas políticas demográficas que respeitassem os direitos humanos fundamentais e contassem com a aprovação dos governos interessados.

Princípio 17

Deve-se confiar às instituições nacionais competentes a tarefa de planejar, administrar ou controlar a utilização dos recursos ambientais dos estado, com o fim de melhorar a qualidade do meio ambiente.

Princípio 18

Como parte de sua contribuição ao desenvolvimento econômico e social deve-se utilizar a ciência e a tecnologia para descobrir, evitar e combater os riscos que ameaçam o meio ambiente, para solucionar os problemas ambientais e para o bem comum da humanidade.

Princípio 19

É indispensável um esforço para a educação em questões ambientais, dirigida tanto às gerações jovens como aos adultos e que preste a devida atenção ao setor da população menos privilegiado, para fundamentar as bases de uma opinião pública bem informada, e de uma conduta dos indivíduos, das empresas e das coletividades inspirada no sentido de sua responsabilidade sobre a proteção e melhoramento do meio ambiente em toda sua dimensão humana. É igualmente essencial que os meios de comunicação de massas evitem contribuir para a deterioração do meio ambiente humano e, ao contrário, difundam informação de caráter educativo sobre a necessidade de protege-lo e melhorá-lo, a fim de que o homem possa desenvolver-se em todos os aspectos.

Princípio 20

Devem-se fomentar em todos os países, especialmente nos países em desenvolvimento, a pesquisa e o desenvolvimento científicos referentes aos problemas ambientais, tanto nacionais como multinacionais. Neste caso, o livre intercâmbio de informação científica atualizada e de experiência sobre a transferência deve ser objeto de apoio e de assistência, a fim de facilitar a solução dos problemas ambientais. As tecnologias ambientais devem ser postas à disposição dos países em desenvolvimento de forma a favorecer sua ampla difusão, sem que constituam uma carga econômica para esses países.

Princípio 21

Em conformidade com a Carta das Nações Unidas e com os princípios de direito internacional, os Estados têm o direito soberano de explorar seus próprios recursos em aplicação de sua própria política ambiental e a obrigação de assegurar-se de que as atividades que se levem a cabo, dentro de sua jurisdição, ou sob seu controle, não prejudiquem o meio ambiente de outros Estados ou de zonas situadas fora de toda jurisdição nacional.

Princípio 22

Os Estados devem cooperar para continuar desenvolvendo o direito internacional no que se refere à responsabilidade e à indenização às vítimas da poluição e de outros danos ambientais que as atividades realizadas dentro da jurisdição ou sob o controle de tais Estados causem à zonas fora de sua jurisdição.

Princípio 23

Sem prejuízo dos critérios de consenso da comunidade internacional e das normas que deverão ser definidas a nível nacional, em todos os casos será indispensável considerar os sistemas de valores prevalecentes em cada país, e, a aplicabilidade de normas que, embora válidas para os países mais avançados, possam ser inadequadas e de alto custo social para países em desenvolvimento.

Princípio 24

Todos os países, grandes e pequenos, devem ocupar-se com espírito e cooperação e em pé de igualdade das questões internacionais relativas à proteção e melhoramento do meio ambiente. É indispensável cooperar para controlar, evitar, reduzir e eliminar eficazmente os efeitos prejudiciais que as atividades que se realizem em qualquer esfera, possam Ter para o meio ambiente,, mediante acordos multilaterais ou bilaterais, ou por outros meios apropriados, respeitados a soberania e os interesses de todos os estados.

Princípio 25

Os Estados devem assegurar-se de que as organizações internacionais realizem um trabalho coordenado, eficaz e dinâmico na conservação e no melhoramento do meio ambiente.

Princípio 26

É preciso livrar o homem e seu meio ambiente dos efeitos das armas nucleares e de todos os demais meios de destruição em massa. Os Estados devem-se esforçar para chegar logo a um acordo – nos órgãos internacionais pertinentes- sobre a eliminação e a destruição completa de tais armas.

Fonte: http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/doc/estoc72.htm

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Jun 05 2008

A Carta da Terra

Published by Mateus Lopes under Educação

PREÂMBULO

Estamos diante de um momento crítico na história da terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. à medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

TERRA, NOSSO LAR

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. o meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da terra é um dever sagrado.

A SITUAÇÃO GLOBAL

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As
bases da segurança global estão ameaçadas. essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

DESAFIOS FUTUROS

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. são necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. o surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL

Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. o espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é
fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.

PRINCÍPIOS

 

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.

  1. Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor,
    independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
  2. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual,
    artístico, ético e espiritual da humanidade.

2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.

  1. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
  2. Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a
    maior responsabilidade de promover o bem comum.

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis epacíficas.

  1. Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e
    as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar
    seu pleno potencial.
  2. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição
    de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.

4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.

  1. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades
    das gerações futuras.
  2. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade
    das comunidades humanas e ecológicas da terra a longo prazo.

 

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especialatenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.

  1. Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável
    que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral
    de todas as iniciativas de desenvolvimento.
  2. Estabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens
    e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da terra, manter
    a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
  3. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
  4. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que
    causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses
    organismos prejudiciais.
  5. Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida
    marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde
    dos ecossistemas.
  6. Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis
    fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental
    grave.

6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quandoo conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.

  1. Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo
    quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
  2. Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará
    dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas
    pelo dano ambiental.
  3. Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a
    longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
  4. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de
    substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
  5. Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.

7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

  1. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e
    garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
  2. Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes
    energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
  3. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias
    ambientais seguras.
  4. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda
    e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas
    sociais e ambientais.
  5. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a
    reprodução responsável.
  6. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num
    mundo finito.

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.

  1. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade,
    com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
  2. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em
    todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
  3. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção
    ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio
    público.

 

III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA

9. erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.

  1. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
  2. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de
    vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são
    capazes de se manter por conta própria.
  3. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-
    los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.

10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.

  1. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
  2. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em
    desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
  3. Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis,
    a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
  4. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais
    atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas

    conseqüências de suas atividades.

11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos sexos como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.

  1. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
  2. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica,
    política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão,
    líderes e beneficiárias.
  3. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da
    família.

12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.

  1. Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor,
    gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
  2. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e
    recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
  3. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu
    papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
  4. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.

 

IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparênciae responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.

  1. defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre
    assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam
    afetá-las ou nos quais tenham interesse.
  2. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa
    de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
  3. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
  4. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
  5. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
  6. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes,
    e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.

  1. prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes
    permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
  2. promover a contribuição das Artes e humanidades, assim como das Ciências, na educação para sustentabilidade.
  3. intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização
    sobre os desafios ecológicos e sociais.
  4. reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida
    sustentável.

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.

  1. impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
  2. proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem
    sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
  3. evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.

16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.

  1. estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas
    as pessoas, dentro das e entre as nações.
  2. implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração
    na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
  3. desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva
    não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo
    restauração ecológica.
  4. eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em
    massa.
  5. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
  6. reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

Fonte: http://www.cartadaterra.com/11_carta.htm

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Jun 05 2008

05 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia

Published by Mateus Lopes under Educação

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas - ONU, de 1972, para marcar a abertura da 1a Conferência Mundial de Meio Ambiente, em Estocolmo, na Suécia.

Na mesma ocasião, outra resolução criou também a UNEP - o Programa da ONU para o Meio Ambiente.
Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições ciclísticas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades), esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de ações.

A importância desse dia tem precedentes. O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, em meados do século XX. Porém, foi ainda no séc. XIX que um biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia.

Ecologia - Junção das palavras gregas oikos (casa) e logos (estudo), a disciplina ficou restrita aos meios acadêmicos até bem pouco tempo. Ela só ganhou dimensão social após um acidente de grande proporção, que derramou 123 mil toneladas de óleo no mar, na costa da Inglaterra, em 1967, com o petroleiro Torrey Canion.

Se há assunto que consegue igualar todas as pessoas nesse planeta é a questão ambiental: o que acontece de um lado, para bem ou para mal, vai sempre afetar o outro!

Nessa data, chefes de estado, secretários e ministros do meio ambiente fazem declarações e se comprometem a tomar conta da Terra. As mais sérias promessas têm sido feitas, que vão do be-a-bá ao estabelecimento de estruturas governamentais permanentes para lidar com gerenciamento ambiental e planejamento econômico, visando conseguir a vida sustentável no planeta.

Podemos, cada um de nós, já fazer a nossa parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro, ou seja, investir mais naquilo que temos de valioso, que é a nossa inteligência, para aprender a consumir menos aquilo que precisamos economizar: os recursos naturais. E é sempre bom lembrar que o Brasil, identificado como um dos nove países-chave para a sustentabilidade do planeta, já é considerado uma superpotência ambiental!

Fontes: IBGE + Brasil Escola

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