Archive for the 'Desenvolvimento Sustentável' Category

Jul 23 2008

Energia: não basta garantir a oferta. É preciso otimizar o consumo

O desenvolvimento sustentável está no centro das atenções do Século XXI. Deterioração da camada de ozônio, aquecimento global e desastres ambientais são alguns dos temas que dominam os debates sobre o futuro do nosso planeta. No meio empresarial, um dos assuntos em destaque é a busca por novas fontes energéticas e a necessidade de redução do consumo de energias fósseis. Seja pelos efeitos nocivos ao meio ambiente, por questões econômicas ou pelas dúvidas com relação ao futuro da oferta, é neste contexto que o conceito de eficiência energética ganha cada vez mais importância.

Para entender, de fato, o que é eficiência energética e como ela pode contribuir para o desenvolvimento sustentável, o primeiro passo é conhecer a formação da matriz energética mundial. De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE), o petróleo responde por mais de 35% de toda a energia utilizada no mundo, seguido pelo carvão mineral, com cerca de 25%. O gás natural, por sua vez, ocupa a terceira colocação, com cerca de 20%. Ou seja, as três principais fontes respondem por 80% de toda a energia utilizada no mundo.

O problema é que as três alternativas mais utilizadas são fontes minerais e não renováveis, ou seja, estão disponíveis em quantidade limitada na natureza. Além disso, são chamadas de energias sujas, uma vez que liberam uma série de gases de efeito estufa durante a combustão, principalmente o dióxido de carbono (CO2). Entre os combustíveis fósseis, o gás natural é o que apresenta combustão mais limpa, pois libera apenas dióxido de carbono e uma quantidade de óxidos de azoto muito inferior à que resulta da combustão da gasolina, por exemplo. No entanto, mesmo assim, apresenta dificuldades de transporte e limitações de oferta.

Se não bastasse os efeitos e os problemas ambientais provocados pelas fontes de energia não-renováveis, há um grande dilema econômico. Com o forte crescimento mundial, principalmente na última década, o atual modelo energético mostra-se insustentável no longo prazo. Para se ter uma idéia, pelas estimativas da AIE, a demanda por petróleo deve aumentar 37% até 2030. Em 2007, no Brasil, o aumento do consumo de energia foi de cerca de 5% entre os meses de janeiro a outubro ante o mesmo período de 2006. Trata-se de uma expansão recorde. E, ao que tudo indica, se mantivermos a tendência de crescimento econômico, estes percentuais devem subir ainda mais.

Como já dizia a velha lei da oferta e da procura, o resultado de uma demanda maior que a oferta é a alta dos preços. No início da década, a cotação do barril de petróleo estava em torno de US$ 20. Hoje, já superou a barreira dos US$ 135. Ou seja, para usar a mesma energia que há cerca de sete anos, as empresas estão desembolsando quase sete vezes mais.

É consenso entre especialistas que, para atender a crescente demanda, é necessário economizar energia e desenvolver as energias alternativas não emissoras de CO2. E o conceito de eficiência energética, que é a relação entre a produção e o consumo de energia, enquadra-se exatamente neste objetivo. Na prática, ser eficiente na área de energia significa buscar formas para otimizar e controlar o consumo.

Estudo da AIE publicado em 2004 mostrou que, naquela época, já possuíamos tecnologias que possibilitavam a redução de 16% das emissões de CO2. Por este mesmo estudo, 60% dessa redução seriam originados com a eficiência energética e 20% com o uso de energias renováveis.

Está na hora das empresas buscarem esta eficiência, seja com investimentos em pesquisa e desenvolvimento, em pessoal qualificado ou na contratação de empresas especializadas na otimização do consumo. A energia é um insumo básico para todos os setores da economia e pequenas mudanças na forma de consumo podem reduzir gastos, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável.

*Philippe Roques* - Diretor Industrial da Dalkia Brasil

Fonte:
http://www.administradores.com.br/noticias/energia_nao_basta_garantir_a_oferta_e_preciso_otimizar_o_consumo/15905/

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Jul 03 2008

Qual o custo em água de alguns bens de consumo?

Consumo de Água por Litro de Leite

As pessoas utilizam milhares de litros de água para beber, cozinhar e lavar roupa, mas utilizam ainda mais para a produção de bens de consumo, tais como alimentos, papel, roupas, etc. Cada indivíduo, empresa ou nação possui uma Pegada D’Água (Water Footprint), que é definido como o volume total de água doce que é utilizada para produzir os bens e serviços consumidos por essa pessoa, empresa ou nação.

A pegada d’água de uma nação mostra o volume total de água que é utilizada para produzir os bens e serviços consumidos pelos habitantes dessa nação. Uma vez que nem todas as mercadorias consumidas em um determinado país são produzidas no próprio país, essa pegada é calculada em duas partes: a utilização de recursos hídricos e o uso doméstico de água fora das fronteiras do país. Ela inclui inclui tanto a retirada de água da superfície como do subterrâneo, e a utilização de água no solo da produção agrícola.

Consumo de Água por 500g de Queijo

Segundo um estudo da UNESCO, para se produzir 300g de carne de porco, são necessários 1440 litros de água. Um bife de peito de frango “custa” 1770 e assim por diante. Veja na tabela abaixo alguns comparativos e tire suas próprias conclusões:

Produto Unidade Litros de Água
Açúcar 1kg 1500
Algodão 1 camiseta 2700
Café 1 xícara 140
Carne 1kg 15500
Cerveja 1 copo 75
Cevada 1kg 1300
Frango 1kg 3900
Hamburguer 1 unidade 2400
Leite 1 litro 1000
Milho 1kg 900
Ovos 1 unidade 200
Pão Uma fatia 40
Papel 1 folha A4 10
Queijo 1kg 5000
Soja 1kg 1800
Trigo 1kg 1300
Vinho Uma taça 120

Consumo de Água por 300g de Carne de Porco

Consumo de Água por 300g de Carne de Bovino

Outro número interessante do estudo é o cálculo do gasto de 80 litros de água por dólar de produto industrializado. É claro que trata-se de uma média global, devido à miríade de indústrias e países onde se encontram. Enquanto nos EUA a média é de 100 litros por dólar, em países como a Austrália e o Canadá ela é 10-15 litros, enquanto na Índia, 20-25 litros.

Entretanto, é também importante notar que a agricultura é responsável pela maior parte da água consumida no mundo, superando em 10 vezes o consumo da indústria. Daí a importância de escolhas conscientes não apenas de produtos industrializados mas principalmente, dos alimentos que consumimos.

A água é o mais precioso recurso vital da humanidade!
Alguém realmente quer saber como será a vida em nosso planeta diante da falta de água?
Acredito que não!

Fontes:
http://www.waterfootprint.org/
http://www.traumkrieger.de/virtualwater/
http://mudeomundo.com.br/2008/02/20/o-custo-em-agua/

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